Ari de Souza Neves nasceu em 15/10/42
Cursou Contabilidade e Ciências Econômicas, trabalhou nos bancos BENGE e BANESPA e como Diretor da Divisão de Orçamento Participativo na Prefeitura de Uberlândia.
Atuou ativamente no combate à Ditadura Militar; participou da diretoria do Sindicato dos Bancários, sendo cassado pelo Regime Militar em 1979 por ter dirigido uma greve, quando era então Presidente; foi então demitido pelo BANESPA e readmitido posteriormente após árdua luta; foi presidente da Comissão Provisória para a fundação do PT em Uberlândia, em 1981; em 1982 foi candidato a Prefeito pelo Partido dos Trabalhadores; participou do movimento pela fundação da CUT e do Conselho Coletivo de Sindicatos; organizou a Oposição Sindical em Uberlândia para retomada do Sindicato; participou do COREP Conselho dos Representantes dos Funcionários do BANESPA; atuou na implantação do “Projeto Orçamento Participativo” junto à Secretaria do Orçamento Participativo do Governo Municipal de Uberlândia.
Assumiu, em Uberlândia a vanguarda na luta pelas liberdades democráticas e pela organização dos trabalhadores; foi perseguido e punido pelo Regime Militar e anistiado posteriormente; jamais se corrompeu ou traiu seus ideais de justiça e liberdade.
Ari de Souza participou da construção da nossa história, deixando como legado a marca da combatividade, da coerência e da integridade.
João -Prado
Data: 15/05/2010
Lendo a hitoria deste companheiro, me lembrei de outro lutador de Uberlandia. José de Souza Prado Lutou quando campones e depois como operario nas hindustria de alimentação de Uberlandia sendo tambem perseguido Ganhando uma eleição não levando e sendo demitido. Depois sendo dirigente sindical por anos e faleceu na luta coerentemente obrigado Joao Prado
ALIRIO COROMOTO DABOIN MALDONADO
Data: 10/04/2010
Ari, o bolchevique!, Era assim que o chamávamos, apelido construído na sua luta e referenciada em Trotski e Lênin lideres da revolução soviética.
Um grande revolucionário e espiritualista do cerrado brasileiro, desde pequeno e como trabalhador bancário teve sempre uma empatia pelos oprimidos e por um mundo mais justo e solidário.
O conheci quando era estudante estrangeiro na engenharia da atual universidade Federal de Uberlândia, lá pelo ano de 1978 o procurei para ver se podíamos fazer reunião no sindicato, na universidade não era possível, porque poderíamos ser expulsos, assim que soube de nossa iniciativa foi logo abrindo as portas do sindicato e ajudando a organizar a luta estudantil pelas liberdades democráticas, pela anistia ampla geral e irrestrita, pela democracia e contra a ditadura militar.
Sua luta é um marco na história dos trabalhadores de Uberlândia, sofreu a opressão na sua pele quando foi cassado pela ditadura, perseguido e banido de Uberlândia junto com sua família teve que ir morar em Ribeirão Preto porque não havia espaço para um subversivo na cidade, mais a vitoria da democracia o trouxe de volta para nos e para nosso PT, foi o primeiro candidato a Prefeito nas eleições naquela época que nosso partido iniciava a luta para construir nosso sonho, o socialismo! . Sua história é um grande exemplo para todos.
Natália de Souza Neves
Data: 10/04/2010
Ari deixou muitas saudades entre seus amigos, familiares e militantes do Partido dos Trabalhadores. A sua luta e militância marcaram a sua trajetória de vida, de forma que agradecemos muito a tudo que ele nos deixou: exemplo de integridade, sabedoria, luta e seu amor pelo ser humano.
A ele,um grade abraço, e obrigado.