Geraldo Ludovico nasceu em Pains dia 17 de junho de 1950 e morreu em Caeté no dia 20 de outubro de 1990. Fundador do PT, militante ativo, incansável e apaixonado pela causa socialista e pela vida.
Participou ativamente da luta contra a ditadura, principalmente junto ao movimento dos professores na UTE (União dos Trabalhadores do Ensino).
Formado em Educação Física pela UFMG, fazia do trabalho como professor um desdobramento da militância, procurando despertar sempre o senso/espírito crítico dos jovens. Filmava e dialogava muito com seus alunos sobre a realidade social.
Parecia saber que a vida seria curta e assim, que era “preciso beber a vida em grandes goles”. Leitor voraz, foi pintor, tendo passado pela Guinard; fez conservatório de música e tocava gaita e cantava nas rodas de amigos. Fez teatro amador; foi goleiro e participou de grandes campeonatos em Caeté.
Era apaixonado pelo PT e pelo filho, Raoni. Com a filha Bárbara conviveu pouco porque morreu logo que ela nasceu. Mas ficou feliz com sua chegada.
Ajudou a fundar o PT de Caeté e teve um papel fundamental no seu crescimento. Foi eleito vereador e movimentou a Câmara Municipal de Caeté.
Participou ativamente do processo constituinte de 1988 e foi relator da constituinte municipal, na qual, certamente deixou sua marca.
Coração grande, polêmico, inteligente, admirador das mulheres. Gostava de estar sempre com os companheiros, inquieto e inconformado com as injustiças sociais. Muitas vezes incomodava, mas, quando morreu deixou um imenso vazio. A notícia chegou como “um sôco no estômago” diria o semanário local, em sue editorial.
Faleceu jovem, aos 40, em uma festa que amigos fizeram para ele, numa triste tarde de domingo.
Jussara Cristina Silva
Data: 10/05/2010
Parabens Nilmario pela iniciativa de homenagear os filhos da partido. Fico muito feliz com o depoimento de todos que aqui se manifestaram. Geraldinho assim eu chamava meu irmao mais velho. Tenho muitas lembrancas boas do meu irreverente, politico, polemico, lutador, talentoso e carinhoso irmao. Lembro de quando ele me levava as suas aulas de Educacao Fisica na UFMG, nas aulas de desenho no Belas Artes, na rua do bairro pintado em tela a oleo a casa de uma saudosa vizinha e passeando em sua simples e humilde casa em Caete.
Era inegulavel sua paixao pela politica e pelo seu time de coracao o alvinegro de BH. Geraldinho meu irmao, homem certo de seus ideais, suas conviccoes e seus valores; somente quem conheceu o Ludovico, um homem multifuncional com uma cabeca muito alem da sua geracao, pode saber exatamente de quem estou falando. Saudade sempre !!!
HELENO PAULO DA SILVA
Data: 09/04/2010
Obrigado Nilmário. Você conseguiu reviver a imagem e a memória de meu querido irmão de forma justa e sincera. Agradeço a todos que se expressaram de forma carinhosa sua relação com ele. Sinto ainda muita saudade dele. Sinto falta daquela energia e crença nas grandes mudanças sociais e políticas que não vieram. Sinto falta daquele partido que juntos lutamos para criar, e que hoje é uma mera caricatura, a qual faria Ludovico se indignar, assim como Sr. Milton, Sr. Joaquim e tantos outros.
Ludovico viveu sua breve vida, sonhou e lutou para realizar seus sonhos de forma sempre honesta.
Bárbara letícia
Data: 25/03/2010
Ele pode ter ido... mas Agradeço á Deus por esse grande e intelécto homem, ter sido meu pai.
Por trás deste homem guerreiro e forte havia um coração frágil cheio de sentimentos, muito carinhoso segundo minha mãe apesar de ter convivido 1 ano e 8 meses de vida com ele sinto saudades, mas fico feliz por colocarem esse relato da vida do meu pai.Através do relato entendi o porquê me gosto de cantar e sou insistente como ele
Bárbara Letícia Gomes E silva
Rosângela de Fárima Pereira
Data: 07/03/2010
Primeiramente, gostaria de parabenizar a iniciativa do Senhor Nilmário, pois é muito bom poder falar em alguém que partiu tão rápido deixando saudades tão eternas, ajuda a diminuir a saudade.
Fui uma das tantas namoradas do Geraldo, talvez a última, não sei. É bem verdade que a ocasião de sua eterna viagem já havíamos colocado um ponto final em nossa tumultuada relação, menos de duas semanas, mas vale ressaltar, que nosso último encontro foi marcado pelo carinho, pela fraternidade e pelo respeito.
Polêmico, provocador, possuidor de consciência permanentemente inconformada, mas dono de um coração fraterno e solidário, talvez por conta de tantas qualificações é que o mundo não deu conta do Geraldo.
Alguns de meus amigos afirmavam que eu namorava o Geraldo por causa do Raoni, pois não conseguia ficar um só dia se quer sem mencionar meu grande amor pelo Raoni (quantas saudades).
Naquela época achei por bem me afastar do filho, pois tinha comigo que minha presença provocava uma inquietação no pequeno Raoni, talvez por remetê-lo de imediato a figura do pai, Deus sabe o quanto isso me custou.
Como homem, como namorado, como pai, como companheiro, como amigo, como professor ou como parlamentar, sempre nos envolvia em um emaranhado de polêmicas e conflitos, mas da mesma forma, nos confortava com demonstrações de carinho e consideração, afetuosas palavras nos levava a compreendê-lo e relevar os momentos de conflitos.
Aproveito a oportunidade para matar a saudade do Geraldo e confessar que nunca deixei de amar o Raoni, apesar dos anos de distancias.
Geraldo, aqui deixo um forte abraço para você e para todas as pessoas que conheci por seu intermédio.
Beijos e até um dia. Com muito carinho. Rô.
Raoni Rogério Luna e Silva
Data: 26/02/2010
Convivi relativamente pouco com meu pai diretamente mas muito tempo depois do falecimento ainda ouvi muitos bons comentários sobre ele.
Admiro ele pela luta, pelo contestar, me parece que herdei um eterno inconformar com o funcionamento vigente da vida e especialmente do sistema político e financeiro em que vivemos.
Sinto que a força dele de estar na contra-mão quando todos se deixavam levar numa mesma direção era e ainda é necessária, conquistamos muito sem dúvidas mas ainda há muito chão pela frente que não será ocupado com conformismo.
Meu caminho, pelo menos por enquanto não é dentro da política, mas que o legado das origens do PT e do pensamento político que visa a justiça social seja sempre a chama motivadora do partido, desse modo todos os falecidos estarão vivos nas ações dos companheiros que estão entre nós.
Mauro Brandão
Data: 23/02/2010
Geraldo Ludovico foi um dos meus grandes amigos, e responsável direto por minha formação política. Entrei no PT graças à sua insistência. Antes disso, promovi um debate entre candidatos a vereador de Caeté em 1988, e lá estava ele. No debate, Ludovico pôde mostrar todo o seu brilhantinmo e com certeza influenciou a sua eleição. Estava no dia em que morreu. Acho que morreu em meus braços, pois carregávamos ele para um carro para levar ao hospital. Ele bateu a cabeça no fundo da piscina onde o PT realizava uma festa. Neste dia, parece que a natureza manifestou. Era um dia lindo, com muito sol. Na hora em que ele morreu, caiu uma chuva fortíssima, com relâmpagos e fazendo inundar a cidade.
Geraldo Ludovico, polêmico , foi um dos políticos mais brilhantes que existiu. Por isso, quero manifestar meus parabéns ao Nilmário e a todos aqueles que tiveram a idéia de homenagear aqueles companheiros e companheiras que já faleceram. Muito justo!
stael luiza rocha de santana
Data: 18/02/2010
Tivemos alguns embates no início do PT, principalmente nos encontros na Assembléia Legislativa.
Mas tinha por ele uma admiração, talvez pelo seu jeito de ser.
Quando Nilmário começou estas homenagens, ele foi uma das primeiras pessoas de quem me lembrei.
Sempre irreverente, contribuiu muito para a trajetória do Partido dos Trabalhadores.