Estou de pleno acordo com a mobilização dos jornalistas brasileiros para a exigência de diploma (formação superior) para o trabalho nas redações e assessorias de imprensa. Como se sabe, em julho de 2009 o STF decidiu pela dispensa do diploma para o exercício da profissão. Graças à mobilização da FENAJ e sindicatos, já foram aprovadas PECs na CCJ da Câmara e do Senado.
A da Câmara de autoria de Paulo Pimenta (PT-RS) e a do Senado de Antônio Carlos Valadares (PSB-SE). A do Senado teve dois votos contra, adivinha de quem? De Demóstenes Torres (DEM-GO) e Antônio Carlos Magalhães Junior (DEM-BA). Demóstenes é o senador que recorreu ao STF contra as cotas e que disse que as escravas não sofriam abuso sexual.
A CONFECON (Conferência Nacional de Comunicação) com quase 2.000 delegados de todo o país, aprovou resolução sobre a volta da exigência do diploma de jornalistas.
A exigência de diploma não impede a colaboração de não-jornalistas. Ela trata da atividade permanente nas redações e assessorias.
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